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Fim de época... Renovação de expetativas

Ricardo Freitas
\ segunda-feira, maio 30, 2022
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Orçamentos e investimentos maiores não têm sido muitas vezes sinónimo de qualidade ou de sucesso na tabela classificativa e os últimos anos têm sido prova evidente desta constatação, com clubes com orçamentos bem inferiores a alcançarem melhores resultados em termos pontuais ou a ficarem muito próximos.

Mais uma época desportiva que terminou, sendo que um dos objetivos, a qualificação para as provas europeias, foi alcançado, mesmo não o tendo sido de forma direta devido ao sexto lugar alcançado na Liga.

Será um período de descanso relativamente curto, pois com este apuramento para as provas europeias o Vitória entrará em preparação e em competição mais cedo que a maioria dos clubes com os quais vai disputar um novo campeonato. A história diz-nos que sempre que o Vitória e outros clubes portugueses têm de iniciar mais cedo a competição, habitualmente sentem muitas dificuldades no decorrer desse campeonato.

Esta será a primeira época desportiva em que a atual direção terá a responsabilidade pela política desportiva, pelo orçamento e obviamente pelos resultados alcançados em 2022/2023.

Se é inegável que o Vitória passa por grandes dificuldades financeiras que urgem resolver, também é verdade que muitas vezes são essas dificuldades que aguçam o engenho e obrigam ainda a um maior cuidado na constituição dos plantéis, quer ao nível das contratações ou dispensas, não apenas da equipa A, mas também da equipa B. Numa época desportiva que se prevê difícil e longa, creio que um dos segredos para o sucesso poderá estar também na valia que o plantel da equipa B poderá ter, complementando as necessidades que durante o campeonato irão surgir no plantel principal.

Acredito ser uma grande vantagem a manutenção do Pepa, no entanto, sabendo que a realidade nos vai impor a perda de alguns dos nossos melhores jogadores para obter o tão imprescindível encaixe financeiro que permita recuperar o equilíbrio orçamental tão deficitário, as novas contratações terão pouca margem para erros ou más opções. É essencial que não ocorra novamente nenhuma “revolução” na equipa, e acreditar que algumas jovens promessas com mais um ano de experiência poderão alcançar um melhor rendimento.

Além da aposta nos jogadores da nossa formação, um dos segredos será também a antecipação que poderemos ter no mercado, principalmente em jogadores com potencial inequívoco que militam não apenas em clubes de menor dimensão na primeira Liga, mas também na Liga 2 e 3 para suprir as expectáveis saídas.

Orçamentos e investimentos maiores não têm sido muitas vezes sinónimo de qualidade ou de sucesso na tabela classificativa e os últimos anos têm sido prova evidente desta constatação, com clubes com orçamentos bem inferiores a alcançarem melhores resultados em termos pontuais ou a ficarem muito próximos.

Foi uma época difícil, mas que já terminou e agora é aproveitar para retemperar energias, alinhar estratégias e renovar a crença que teremos um Vitória à imagem do que os adeptos tanto anseiam, com muitas vitórias, com um futebol bonito e estimulante que traga de novo a felicidade aos Vitorianos.

Saudações Vitorianas!