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O Vitória vai a eleições

Raul Rocha
\ segunda-feira, fevereiro 21, 2022
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Acabará o presidencialismo no Vitória que dura há 40 anos?

Na minha primeira colaboração nesta rubrica, terminei escrevendo: “Venha março, eleições e melhores escolhas”.

Não esperava que sucedessem logo no primeiro sábado do mês, mas foi essa a data escolhida, três listas estão apresentadas e é a hora da escolha.

O Presidente Miguel Pinto Lisboa foi o último a apresentar-se e terá uma eleição difícil. Talvez não o merecesse. As novas gerações vitorianas são apaixonadas, acreditam que o Vitória tem de ser maior. Enquanto tal não suceder, sentem-se deprimidas e exigem mais. O atual Presidente não começou bem. Entrou em junho, encontrou um plantel constituído e acrescentou-lhe quase outro. Com excesso de jogadores, houve dificuldades de balneário e crescimento de custos. No fim da primeira época tudo foi desfeito e apareceu um outro plantel todo novo com a filosofia de contratar muitos para aproveitar poucos. Era preciso tempo que não houve. Acabada essa segunda época, nova inversão, talvez no caminho certo de aproveitar a formação. Tarde, porém. O plano de reestruturação financeira foi aprovado em finais de 2021 com as eleições à porta.

Naturalmente, os sócios vão ter à sua escolha alternativas. Uma é a repetição de uma candidatura já apresentada em 2019 e que não obteve apoio. Uma outra é novidade de futuro. Um ex – jogador candidato à presidência. Sinal dos tempos. Acabará o presidencialismo no Vitória que dura há 40 anos?

Esta última alternativa integra uma “revolução”: o fim do presidencialismo que no Vitória começou com Pimenta Machado. O perfil da composição da lista B indica uma gestão mais coletiva, mas integradora do sentir vitoriano, menos afeta ao “negócio” em que o futebol se tornou.

Não sei se estas indicações que a composição das listas deixa antever se tornarão visíveis na campanha eleitoral, e se acabarão por ser adquiridas pelos sócios em tão pouco tempo e com tão pouca divulgação mediática por uma comunicação social mais virada para propagandear campanhas e menos para análise e realce dos seus pontos fortes e fracos.

Seja como for, o corrente mês de fevereiro vai ser momento de democracia vitoriana. Como acredito nela, espero que ajude o Vitória a escolher os melhores.

PS: O que se passou com as assinaturas dos proponentes das listas só tem duas palavras: crime e vergonha.