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Ouvir, questionar, refletir e votar

Ricardo Freitas
\ segunda-feira, fevereiro 07, 2022
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Não devemos passar cheques em branco e é com estranheza que já vejo alguns sócios a afirmarem de forma aparentemente irreversível em quem vão votar. (...) Ainda nenhuma lista apresentou o programa.

Já foram entregues as três listas que se apresentarão a sufrágio no próximo dia 5 de março. Se alguns consideram que a existência de três listas é sinal de divisão no seio Vitoriano, eu pelo contrário considero que a apresentação de várias listas é a demonstração inequívoca da vitalidade do nosso Vitória e algo invejável pela maioria dos clubes portugueses.

Neste ato eleitoral nenhum dos candidatos é desconhecido da maioria dos Vitorianos. O atual presidente Miguel Pinto Lisboa recandidata-se a um segundo mandato. António Miguel Cardoso, ficou em segundo lugar nas últimas eleições obtendo mais de 30% dos votos. Temos ainda Alex Costa que, apesar de ser estreante em eleições, é sobejamente conhecido de todos os Vitorianos pelo seu percurso no clube como atleta, capitão e treinador.

Todos reconhecem, inclusive os candidatos, que estas serão talvez as eleições mais importantes nos cem anos do Vitória. Por isso, o que almejamos como Vitorianos é que estas eleições decorram de forma elevada, que sejam esclarecedoras, que apontem soluções e que não sirvam para ataques pessoais, medições de Vitorianismo ou promessas ilusórias.

Desenganem-se os candidatos que pensam que as eleições se vencem num mundo virtual, nas redes sociais ou através do marketing digital. Desenganem-se também os Vitorianos que pensam que o Vitória será mais forte e sustentável com o candidato que muito promete, mas que não sustenta como vai concretizar as suas ambições.

Tem sido norma nas últimas campanhas existirem chavões que aparecem em todos os programas eleitorais: Aposta na formação, presença assídua nas competições europeias e finais das competições, valorização dos sócios, melhor comunicação e maior transparência. Chegou a hora da transparência começar já na campanha e não basta propalar promessas, têm de dizer sem opacidade, preto no branco, quando, com quem, com que dinheiro e de que forma vão conseguir atingir tais metas.

Até ao dia 5 de março todos os Vitorianos, candidatos e não candidatos, têm direitos e deveres. Os candidatos devem responder cabalmente a todas as questões e dúvidas dos sócios, serem sérios e razoáveis com as promessas que fazem e merecem ser tratados e ouvidos com respeito. Os restantes sócios que não são candidatos devem comparecer às sessões de esclarecimento de cada uma das listas, devem ler e colocar as suas dúvidas sobre cada programa e depois exercerem o seu direito de voto devidamente informados e conscientes.

Como sócios Vitorianos não devemos passar cheques em branco e é com estranheza que já vejo alguns sócios a afirmarem de forma aparentemente irreversível em quem vão votar, quando ainda nenhuma das listas apresentou o seu programa.

Por isso, caros consócios Vitorianos vamos primeiro ouvir, questionar e refletir. Depois sim, cada um decida em quem votar. O nosso Vitória precisa e merece esta atitude responsável de todos os seus sócios.