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Tempo útil de jogo….o que fazer para o tornar mais elevado

Alain Freitas
\ sexta-feira, março 25, 2022
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Nos últimos tempos temos ouvido falar bastante sobre o reduzido tempo útil de jogo que existe nos jogos do campeonato português.

Chegamos muitas das vezes a não conseguir atingir a meta de 50% do tempo total do jogo, como tendo sido o tempo efetivamente jogado. O que temos que fazer para mudar este paradigma?

Têm surgido diversas teorias sobre a forma que se deverá implementar para aumentar o tempo útil de jogo. Colocar menos tempo de jogo, mas cronometrado (de igual forma que o futsal), combater de forma efetiva as perdas de jogo perpetuadas por alguns jogadores (fazendo que permaneçam fora do terreno de jogo durante algum tempo sempre que tenham que ser assistidos), impedir que as bolas suplentes “desapareçam” quando a equipa visitada está a vencer, etc.

Numa altura em que os espetadores cada vez mais se afastam dos recintos desportivos deveremos todos refletir sobre aquilo que pretendemos para o futuro da modalidade. O futebol deve ser um espetáculo, onde as pessoas devem usufruir do jogo e o facto de estar permanentemente parado, tendo em consideração o número e tipo de infrações que se pune, retira a emoção do mesmo. Então, o que devemos fazer para mudar isto:

Instruir os árbitros para permitir mais contactos e apitar menos? Instruir os jogadores para não simularem sofrer infrações?

Temos consciência que os árbitros têm uma elevada percentagem de responsabilidade na gestão do tempo útil de jogo, mas não somos os únicos culpados. Todos os agentes desportivos devem meditar sobre o tempo útil de jogo, e providenciar a mudança de mentalidades e formas de jogar e atuar.

Se queremos ter equipas competitivas nas competições europeias (onde os árbitros estrangeiros não apitam ao mínimo toque), teremos todos, em conjunto, de repensar a forma como estamos a fazer a gestão do tempo útil de jogo. Temos que trabalhar na mudança de mentalidades, temos de incentivar ao fair play, temos de valorizar as equipas que jogam um futebol atrativo, temos de valorizar um árbitro que apita “à inglesa”, com critério largo e não apitando ao mínimo toque. Teremos todos, em conjunto, que nos adaptar à era VAR, onde in loco poderão ser sancionados os comportamentos menos adequados quando acontecem única e exclusivamente com o intuito de queimar tempo. E não deveremos ter receio de dar o tempo de compensação que realmente foi perdido (se tiver que ser 9 minutos de compensação que seja).

Só assim, todos unidos com o mesmo propósito (o de tornar o jogo mais emocionante) poderemos elevar o tempo útil de jogo.