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Um balanço da época

José Carlos Novais
\ sexta-feira, maio 20, 2022
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As equipas de arbitragem foram sujeitas a um desgaste acentuado provocado pelo elevado número de jogos que tiveram que realizar durante os fins de semana, no âmbito dos campeonatos distritais.

Quase a terminar mais uma época desportiva, é altura de fazer um balanço da mesma.

Numa altura em que a pandemia ainda continua a condicionar o normal desenvolvimento dos campeonatos, as equipas de arbitragem foram sujeitas a um desgaste acentuado provocado pelo elevado número de jogos que tiveram que realizar durante os fins de semana, no âmbito dos campeonatos distritais.

Continuamos a sofrer das alterações de última hora que condicionam o normal planeamento dos jogos. As entidades competentes devem perceber as repercussões que têm na vida desportiva e familiar de todos os agentes desportivos, com as alterações constantes dos dias e horários de jogo.

É também altura de parabenizar todos os que atingiram os seus objetivos e àqueles que não conseguiram atingir os objetivos dar uma palavra de motivação. Tendo sido uma época incaracterística e condicionante para todos, é hora de levantar a cabeça e preparar o futuro.

E esse futuro só poderá ser de apoio aos novos árbitros que chegaram e que necessitam da ajuda de todos, para que possamos prosseguir com o nosso caminho, caminho este trilhado à 45 anos atrás, com os fundadores desta instituição que tanto nos orgulhamos de representar. Achamos que não é altura de abandonar o barco, pois, como costumamos referir, as pessoas passam, mas as instituições ficam. A nossa ficará mais pobre se se confirmar o cenário de abandonos que se tem apregoado. Teremos que manter o espirito de fazer de cada vitória individual o sucesso coletivo, pois nesta atividade ninguém consegue obter sucesso se estiver sozinho. E todos os resultados que temos obtido nos últimos anos só aconteceram com a colaboração de todos e isto é inquestionável.

Temos assim a necessidade do nosso e de todos os núcleos de árbitros formarem novos árbitros, mas compete também às entidades pelo pais fora manterem e motivarem os mais “velhos”, os mais experientes, de forma a ser possível uma espécie de entrega de testemunho condizente com as necessidades da arbitragem, sob pena de, num curto espaço de tempo, muitos jogos não se realizarem por falta de árbitros.

Que o fim de época seja de reflexão mas acima de tudo de preparação e de aprimorar estratégias para que o futuro da arbitragem não seja colocado em causa e acima de tudo para que os mais novos possam ser integrados com o devido tempo.

Em jeito de resumo, é necessário que todas as partes funcionem como um todo, que o caminho seja traçado e direcionado para que as estratégias de captação de novos árbitros sejam colocadas em prática a fim de uma arbitragem rejuvenescida, ativa e sólida.

Mas o futebol tem este condão extraordinário: a glória, sempre doce, dura um momento e a derrota é ultrapassada com as projeções de um futuro risonho.